Dia Sangrento
Estava num campo de concentração conversando com os amigos, preparando uma fuga, quando de repente fomos descobertos. Corri, mas o fuzil foi apontado em minha direção e sem piscar, o gatilho. O mesmo foi disparado. Pegou em minhas costas. Caí ainda vivo. Ele chegou devagar e de repente um tiro em minha nuca. Morri. Assim morri sem nenhuma defesa. Hoje posso lhe contar. Mas, morri e assim vamos nascendo e morrendo. Esta é sansara e suas voltas. Sempre voltamos. É como andar numa enorme roda gigante, vamos e voltamos. Nunca soube de minhas mortes, como não sei de minhas vidas. Nunca fui príncipe ou rei, nem Napoleão. Quero mais é viver minhas vidas. Um maluco me contou um dia que já fui poeta na época da segunda guerra, que era um cara provocador e da elite. Não sei de nada, mas pelo menos serve me para inventar! Falar de falsas histórias como as dos jornais diários. Tudo é mentira e tudo pode ser verdade neste mundo mágico. Magia para mim é estarmos respirando. Estarmos vivos Para mim isto é magia. O resto é conto de fadas. É história para porra loucas como nós. Nascemos sem saber e morremos sem saber da vida. Sabemos que a vida é feita de chegadas e partidas. O tempo, este infinito senhor, não pára e se não pára, nascemos e morremos. Vamos aos céus, descemos aos infernos. Somos monodias que em silêncio conduzimos nosso destino. Sem medo não, medo é para fracos, para quem não tem auto-estima. E isso, nós brasileiros precisamos aprender a ter. Chegaremos lá, né? Não sei onde, mas chegaremos! Por falar em viver, daqui a pouco deixarei este teclado, irei para minha casa e aí, não sei ! Você sabe? Ninguém sabe nada!!!
Joca Faria
Escrito por JOCA às 10h07
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O PODER DO INDIVIDUALISMO
Ser e viver a moda nos condiciona o tempo todo? Quem somos nos? Vivemos em prisões comportamentais, padrões construídos. Podemos desconstruir. Será que realmente ao longo da vida nos tornarmos nós mesmos ou somos caricaturas sociais? Revelarmos por inteiro. Expôr realmente nossa opinião. Criar nossa própria moda. uma real arte nova. Uma nova maneira de economia, buscar uma nova democracia, isto é possível ? A religião, seja ela qual for, nos condiciona o estado. Nos doutrina e a mídia cria os padrões ditos corretos. Somos escravos da mídia, escravos das formas econômicas dependentes da religião, da escola, do estado. Quando conseguiremos realmente construir uma sociedade Libertaria? Longe de prisões e neuroses, onde a geração 60 falhou. Ali podia ter começado algo novo e se perderam. Deixando-nos os medíocres anos 80 e 90. Qual é o real papel transformador da internet? No que ela influencia para uma economia democrática e saudável? Ccontinuaremos escravos do consumo, do modo de vida dos shopping centers. A violência das grandes cidades nos proíbe estar nas praças, nos parques. O estado está e falido assim privatizando os espaços que seriam realmente públicos. Gerando medo e apatia política, somos uma sociedade pós-ideológica. O dinheiro e o poder individual se sobrepõem ao coletivo. Qualquer boa intenção para se construir um movimento coletivo é barrado por práticas culturais individualistas. Como podemos transformar tudo isso e aprender a construir uma civilização verdadeira e humana? Não tenho resposta só tenho perguntas. Tento a todo tempo me descontaminar desta hipocrisia e parece-me que ficamos cada vez mais contaminados de toda esta sujeira. Que nosso modo de vida atual. Uma grande teia em que somos apanhados como insetos e devorados por nos mesmos. Enquanto humanidade precisamos enxergar a luz fora desta caverna. Quem já saiu fora deste buraco negro, no qual nos encontramos? Não há resposta somente perguntas. Somente desejo de se libertar destas algemas de ignorância e medo. Quem sabe um dia descobriremos o fio que nos levará para fora deste labirinto de ignorância e veremos a luz.
Joca Faria
Escrito por JOCA às 10h06
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Joca Faria - João Carlos Faria
Escrito por JOCA às 09h50
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Céu Azul
Céu azul cantam os pássaros Tarde de primavera Cantam as mulheres em vozes angelicais Céu azul estou feliz Presente um momento infinito Céu azul fujo da solidão E tarde e ela me espera Céu azul um amor ao virar da esquina Nascem anjos a todo momento Céu azul busco a primazia Queria te num verão vela vestida de branco Céu azul queria te em minha alcova Tarde a noite vem chegando Céu azul sol se põem Vejo te estrela primeira Após o azul do céu
Joca Faria
Escrito por JOCA às 17h45
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Cultura
O Vale do Paraíba e uma região importantíssima no Cenário nacional por sua forte participação na Indústria dos pais, mas e forte também na questão Cultural. Temos uma cultura própria e forte que precisa ter Mais apoio tanto do estado quanto da iniciativa Privada ,nunca vemos nem uma reunião do Codivap Para a discussão da questão cultural de nosso Vale do Paraíba. A secretaria de cultura de nosso estado poderia Organizar ações com as fundações culturais e Secretarias de cultura de nossa região. Nosso Vale necessita de um pólo de cinema para Que retrate nossa região,após Mazzaropi vemos Alguns filmes nacionais sendo produzido na região. Mas não a um incentivo para formação de profissionais Para nossa região. Nos anos noventa a Fundação Cultural Cassiano Ricardo Teve o núcleo de cinema e vídeo Ethos que por questões políticas foi desativado. Se aqueles incentivos continuassem hoje já estaríamos Produzindo longas metragens com profissionais locais e contribuindo para o aprimoramento do cinema Nacional. Ai que esta o papel de nossa fundação Cassiano Ricardo ela pode contribuir para o desenvolvimento Cultural de nosso vale. Pois talentos não nos faltam ,falta sim vontade Política. Mas nada que um dialogo democrático e saudável resolva.
João Carlos Faria Poeta
Escrito por JOCA às 11h17
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Movimentos Sociais
Será que vivemos na Bélgica ou na Europa por onde Anda nossos movimentos sociais. Na rua não vemos nem um protesto nada ,parece que Nossa economia anda em dia somente os sem terra E sem casa protestam reclamam o resto esta bem Confortável finalmente viramos um pais com Uma grande classe media sem nenhum grave problema Social ? Só vemos para variar reclamações em bares ,botequins Mas um protesto seja por que causa for nas ruas nada. Anda tudo muito bem ,temos emprego em abundância, Escola publica com qualidade. Transporte publico rápidos e eficientes sim somos Uma nação de acomodados, deitados em berço Esplêndido. Nada acontece cuidamos de nossa vida privada deixando A publica a classe política,por onde andão os Caminhões de sindicatos será que construímos finalmente uma república pelega. Nossa classe media nem mais protesta contra a violência,só vemos campanhas institucionais por Ai e mais nada. A eleição passou e nada mudou o natal esta chegando Precisamos cuidar de nossas festas e confraternização Daqui a pouco tem o carnaval. E assim longe de pressões sociais nossos governantes Governam sem precisar dar explicações a ninguém E assim seremos um dia um Pais. Porque protestar e coisa de quem não tem nada para Fazer e se organizar e perder tempo e tempo E dinheiro.
João Carlos Faria Poeta
Escrito por JOCA às 10h19
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Fé
A ânsia de viver é grande. Caminhamos rumo a uma nova vida, onde a morte é certa. Mas há uma vida além da morte ? O que somos nós? Ditos seres humanos. Somos vida. Liberdade. Somos reacionários e covardes. Dependemos das escolhas que fazemos ou da falta de escolha. Homens caminham numa pretensa liberdade, numa democracia de aparências. E num deserto do saber, somos ignorantes a tudo. Ao Sol, aos insetos e a nossos dejetos. A mediocridade nos persegue o tempo todo. O mundo de hoje quer nos fazer ter ofícios medíocres, uma moda Medíocre e a originalidade é presenteada com portas fechadas, fachadas apagadas. Nada há para quem ousa além de escárnio e ódio. Nos homens das cavernas como diria Du Planchez "Ainda não vemos a luz". Caminhamos a sós pela cidade. Seja na Praça Afonso Pena em São José dos Campos ou na Praia de Copacabana. Não tenho medo de mais nada, tudo me desaponta e me desanima. Mas um segundo depois sou Deus criando o universo inteiro. Tenho fé, mesmo aparentando não acreditar em mais nada. Sou caipira do Vale do Paraíba e adoro comer um biscoito com café. Gosto de andar pelo mato e comer rapadura. Meus antepassados são devotos de Nossa Senhora Aparecida. A religiosidade de nosso povo e forte. Não consigo esconder minha caipirice. Hoje sou caipira assumido. Um caipira urbano, um arauto da urbanidade buscando novamente minhas raízes. Sou São José. Taubaté. Paraibuna e Paraisópolis. Não escondo mais minha terra, minhas montanhas, meu Vale do Paraíba. Somos matutos desconfiados. Somos nós mesmos, sem eira nem beira, acostumados a trabalhar quando o sol nasce. Mas sempre deixando um tempinho para um dedo de prosa, ouvir um causo. As vezes na cozinha de casa. Assim somos Vale do Paraíba. Sul de Minas, Serra da Mantiqueira, litoral norte. Somos caipiras, caiçaras.. Somos o Brasil.
Joca Faria
Escrito por JOCA às 09h37
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DÚ PLANCHÊZ & COPACABANA
Meu gênio desconstruirá o q o gênio de Loutremont despedaçou
sobre o corte do tecido orgânico
Minha barba se articula gerando sombras
sobre as geográficas asas;
nas espumas ela me arqueia:
vejo o corpo q tive ( noutra Era)
fundido a falha q emenda o solo da Nau
ao Continente carioca
Dú Planchêz
Copacabana, 09 de nov 2004
Escrito por JOCA às 10h53
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Os homens bombas ( à Yasser Arafat)
Os homens bombas passeiam. E nos causam horror. Flores já não nascem. Todos assistimos impotentes diante da TV. Os homens bombas passeiam. Eles têm família, pátria e nação. Quem somos, enquanto ocidentais, na nossa ignorante perplexidade para julgá-los? Não são animais são homens como nós.
Joca Faria
Escrito por JOCA às 13h23
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