Ciranda de sonhos

Caminho incerto pessoas que nunca vi antes, pego o
Ônibus vou refletindo e sentindo o caminho, que caminho e este.Chego ao shoping para mais uma entre
Muitas entrevistas de emprego.
Um calafrio um medo no olhar de todos tentamos todos
Estar perfeitos aos olhos dos carrascos, o medo o suar frio, o desespero.
Olham se pessoas que nunca se viram, começa aquela
Coisa de falar de você de sua experiência e tudo sempre do mesmo jeito.E tudo mundo fazendo um teatro
Somos sempre atores disfarçando nossa emoção.
Seguimos aquelas cartilhas abaixamos nossas orelhas
De burro, lá vem eles com aqueles dois salários mínimos parece que você vai se dar bem naquela empresa assim e uma entrevista.
Fazem o teste, a dinâmica, chamam alguns que dizem não passaram.
Vejo pessoas cabisbaixas quase a chorar saindo da empresa dentro daquele grande centro de consumo, a
Volta para casa a negativa e o começo de uma nova jornada assim anos passam e sempre nesta ciranda
de sonhos.
Tudo e culpa dos governos que passam, às vezes e a
baicha do dólar, você tem que se aperfeiçoar, fazer
uma faculdade.
Assim dizem com suas receitas.
Acontece de tudo olha ai à violência.
Não meus amigos caminhos sempre em vão num deserto
De sentimentos medos e covardia, nosso dia passa sem que sejamos úteis.
Um dia sera como poetas em um livro uma data de nascimento e outra de morte e uma vida em branco.

Joca Faria

 

 

 



Escrito por JOCA às 15h51
[] [envie esta mensagem]



Ai que preguiça

Cansados de caminhar sobre os campos,desenha se ao longe uma paisagem , ela nua em flor anda sobre águas
Num êxtase fantástico, mulher em desejo pleno
Realiza suas mais exóticas fantasias o telefone tocou
Naquela noite de verão , onde me deliciava a
Assistindo ao jornal nacional um calor sufocante ,aquela tosse e uma voz do outro lado a falar comigo.não sei de mais nada só sei que ela caminhou pelas águas a procura de um recanto.
Não sei cantar no dia que fui a um caraoque me impediram de cantar não nasci pássaro ainda não aprendi a voar , não consegui aprender a tocar violão,
vi ela na noite dentro de uma catedral ,vi imagens
que me aterrorizaram ,não sinto mais medo da
morte não tenho medo da sorte.
Que o azar vá embora preciso de um emprego e uma fêmea ao meu lado mais nada quero da vida além de viver.
Hoje e sábado vou ao centro passear encontrar o incontável,ela seguiu por dentro do rio em meus sonhos não podia ver seu rosto ,mas uma intuição me dizia quem ela era.
Não consigo terminar de ver uma fita porno, e muito
cafona os filmes porém não tem arte nenhuma neles,
queria torname cineasta para criar filmes sexuais
mais artísticos esforço-me  para criar um roteiro mas
não consigo.
Ela chegou a um templo e tudo  era raro via pessoas
chorando ,estava tudo perdido ,mas ainda há uma esperança só a esperança ficou na caixa de pandora,nos
seres humanos temos pouco tempo.mas tudo pode acontecer pois os deuses nos amam.
Felizes devemos aprender a dançar ,mas juro que não sei dançar.
Tenho saudades de hoje pois hoje não será mais hoje ,será ontem tenho sempre saudade de hoje.
Ontem comi pastel de sorvete num lugar estranho, como podemos comer um pastel de sorvete, ela saiu do templo.
Após chorar , acordou suada e dormiu novamente.
Descanse em paz ninfa temos que sair desta ilusão.
Ainda não aprendi o caminho me perdi neste labirinto,
meu ser real faz o possível mas sou um macunaíma ai
que preguiça.

Joca Faria

  

 


 



Escrito por JOCA às 09h55
[] [envie esta mensagem]



Carnaval de ilusões


Tempestades formam se no verão tropical o dia se faz noite, minha cabeça explode em palavras
desejo luz.
Onde esta a luz, um carnaval começa bacanais precipitam num kaos de sete dias.
Para morrer numa sexta feira de cinza.
Para mim aguardam se sete dias solitário diante da
TV vendendo sonhos que nunca podemos comprar.
Noites em claro em masturbações inócuas discutindo
o sexo dos anjos.
Em áreas e bares com seus lanches e corpos que não
podemos ter e a insinuação foi grande saímos da
lanchonete fugindo de um diabo.
Hospitais degeneram se em centros e vilas.
Chego em casa e vejo noticias que não me servem.
Nossa frustração diante do senhor do poder foi grande, vivemos em reuniões que a lugar nenhum chegam.
Somos fortes disfarçados de fraco, sem vez nem nenhuma voz, e nem uma barganha a se fazer.
Temos em comum a miserável solidão coletiva
demônios em busca de iluminação.
Seres desprezíveis e burros em busca de uma luz,
que nunca conseguimos enxergar venderonos
sonhos vazios, grandes ilusões e nos defrontamos
com uma realidade dura e inútil.
Para que servimos somos grandes processadores de merdas inúteis.
Perdemos nossa juventude em utopias que não guardam
e não trazem nada.
Que diabos fazemos neste planeta onde o tempo passa
em horas e minutos.
A dor e grande a falta de fé também não acredito
em nada.
Só numa grande ilusão de me sentir útil,servir
para alguma coisa.
Ser e inútil quando ter se faz importante, para
Que servem os livros num mundo sem nenhuma fé.
Onde estão as novas idéias e ideais perdidos
num emaranhado de segredos saídos de uma caixa
vazia.
Quanto nos custa à vontade de mudar esta situação
nossas mãos parecem algemadas a ilusão da impossibilidade devemos romper estas algemas e
criar o novo e superar esta merda.
Gerar o novo e necessário a este KAOS de ilusão.
Dar um novo sentido a vida, pois não há nada mais
importante que a vida.
Renascemos deste Kaos e nos tornemos novos
Homens.

Joca Faria
 

 

 

 


 



Escrito por JOCA às 14h13
[] [envie esta mensagem]



KRONOS O SENHOR DO NADA

O calor se faz forte, ao longe o vento balança as
Arvores, minhas costas doem estou deslumbrando com
O Livro o Amor nos tempos do Cólera de Gabriel Garcia
Marques, a leitura nos traz algum sentido a vida.
Se que a vida tem sentido, confesso que não aprendi
Nada com os livros esotéricos, quando era católico
Odiava a idéia de inferno e a simplicidade da igreja.
Vá a missa aos domingos e se confesse e estará salvo, ai me meti no espiritismo e os espíritos copulam segundo um poeta de um famigerado cd de poesia.   
E assim estamos buscando o sentido da vida, mas não vejo nenhum confesso que a idéia de morrer me apavora
Talvez seja por isso que vegeto.
Não tenho a coragem necessária para ir me aventurar
No Rio de Janeiro e fico sabendo de um cadáver em plena Avenida Uberaba, a violência atinge a todos.
Sem nenhuma distinção a minha tristeza se eu morresse hoje seria por não deixar nada significativo para a literatura morrer medíocre e morrer em vazio, confesso que ainda sou vazio, mas como diria ou não pessoa quem não levou porrada que atire a primeira pedra.
Ser vazio e não viver, o dia a dia nos temos o
Padrão do sucesso e quando se fracassa e o sucesso
E algo distante nada nos aflige.
Hoje em dia gosto de criança, aprendi a brincar de novo com elas, crianças não se preocupam com sucesso.
Vencer na vida, com trabalho.
Nada apenas vivem e nos gente grande vegetamos em
Nossa doce mediocridade continua calor os minutos
Passam e meu tempo termina, vejo o tempo passar numa
Foto de jornal há nove anos atrás eu, Edu planchez, Cíntia e Pane.
Tudo passa meu tempo termina, minha cabeça não para.
Nem minhas neuroses, e sou completamente normal
Quem dera fosse louco.
A realidade e uma grande fantasia estamos num sonho
Que nunca despertamos, a roda gira uma grande roda.
Gigante, descemos a torre feitos dois grandes monstros, faltam dezesseis degraus para chegarmos ao
Inferno quero voltar a ser criança, quero recuperar
Minha inocência perdida.

Joca Faria

 

 

 


 



Escrito por JOCA às 14h13
[] [envie esta mensagem]



Reflexão

Duda e seu comparsa Rita Eugênio

Todas as noites quando a depressão aperta-lhe o peito, ele corria para o centro da cidade, lá ele encontra seu (comparsa) amigo Rita Eugênio

São José dos Campos

Tudo começou quando um cabeleireiro de cães meteu-se ao tal transformismo. Antes, para toda turma do colégio, ele era conhecido como Eduardinho, um menino muito educado.

Bom aluno, uma criança normal, mas os anos se passaram e Eduardo se tornou um rapaz muito calado, introvertido, todos os dias ele se olhava no rosto através da imagem do espelho e enxergava lá no fundo uma outra pessoa, com certeza uma mulher, na verdade sua companheira nas horas de solidão.

A melancolia brotava em seus olhos e num grande suspiro contava as batidas de seu coração, num compasso rápido existia a esperança que o bailado mágico do sonho, o portal de milagres se abrisse e o anjo feminino tocasse em suas faces.

Todas as noites quando a depressão aperta-lhe o peito, ele corria para o centro da cidade, lá ele encontra seu (comparsa) amigo Rita Eugênio e iam juntos para as baladas da madrugada. Sentiam-se felizes, afinal de contas, eram habitantes da noite.

Rita Eugênio é uma figura muito interessante, meio esdrúxula, seus cabelos têm um corte tipo moicano e têm cor alaranjada, magro que nem um palito, não hesita em fumar um cigarro atrás do outro, é puro prazer, imagina seus pulmões como estão, deve ser uma mini-tabacaria.

Não estamos aqui para falar da saúde de ninguém, mas sim da saga noturna deste rapaz, que hoje em dia quase todas as noites se transforma nela, aparentemente uma mulher, cílios grandes postiços, cabeleira negra com luzes em azul, unhas postiças, salto Luiz XV, mini-saia, mini-blusa e corpo totalmente depilado com cera quente, com a maquiagem forte, a boca num tom carmesim vinte quatro horas, ele (ela) interpreta o papel Drag Queen, dança, extravasa sua dor de mulher no espelho, libera suas sensações escondidas, quem sabe amanhã é outro dia, e com olhos avermelhados da noite de ontem, verá um horizonte que é só seu e de mais ninguém.

Na manhã do dia seguinte ele (ela) é o sujeito que pega o circular, pela janela vê a paisagem que vai passando diante de seus olhos, seus melhores amigos já estão a sua espera, ele sabe que ali terá toda compreensão que procura, animais, mas quem precisa de amigos neste mundo tão louco?

O dia todo passa em compasso de espera, a mulher adormecida naquele corpo masculino, repousa neuroticamente calma roendo as unhas até o toco, sua ansiedade anda junto com os ponteiro do relógio, mas de repente seu celular furta-cor toca, ai o desespero acaba, é o outro fazendo um convite para sair, a voz do outro lado diz: venha produzida com a roupa que você veio à noite passada, que você vai arrasar!

Marcelo Plânchez é escritor

matéria anteriorÍndicepróxima matéria
CLASSIFICADOS
Balcão de Anúncios
ANÚNCIOS P/ cm
ASSINATURAS
Clube do Assinante
SERV. GRÁFICOS
EXPEDIENTE
PESQUISA
ED. ANTERIORES
SERVIÇOS
LINKS ÚTEIS
SUCURSAIS
BALCÕES
WebAvista
© 2005 ValeParaibano.


Escrito por JOCA às 14h14
[] [envie esta mensagem]



[ ver mensagens anteriores ]


 


Histórico
01/03/2006 a 31/03/2006
01/02/2006 a 28/02/2006
01/01/2006 a 31/01/2006
01/12/2005 a 31/12/2005
01/11/2005 a 30/11/2005
01/10/2005 a 31/10/2005
01/09/2005 a 30/09/2005
01/08/2005 a 31/08/2005
01/07/2005 a 31/07/2005
01/06/2005 a 30/06/2005
01/05/2005 a 31/05/2005
01/04/2005 a 30/04/2005
01/03/2005 a 31/03/2005
01/02/2005 a 28/02/2005
01/01/2005 a 31/01/2005
01/12/2004 a 31/12/2004
01/11/2004 a 30/11/2004
01/10/2004 a 31/10/2004
01/09/2004 a 30/09/2004
01/04/2004 a 30/04/2004
01/03/2004 a 31/03/2004


Categorias
Todas as mensagens
Link


Votação
Dê uma nota para meu blog


Outros sites
ARAUTOS URBANOS
UOL SITES
Marcelo Planchez
Ideal Poetico
Celebreiros
Veja Sao Jose
EDU PLANCHEZ
UOL
Rynaldo Papoy
Frankilin M
Blog Arautos Urbanos
Claudio Daniel
Bárbara Lia
arte
fotos
Ray Silveira
lado Negro
Emilia Ract
fotos Emilia Ract
Rynaldo Papoy
Rynaldo Papoy
JOCA FARIA
Cidade das Palavras