Mudanças (João Carlos Faria)
Vivemos com medo de tudo. Do emprego que não arrumamos, da falta de oportunidade. Toleramos sempre os maus políticos e os jeitinhos dos partidos. Vivemos uma era do fim dos ideais. Chega de passarmos a mão na cabeça. De concordar com os burrocratas dos partidos. Estamos aí, sem dinheiro e o FMI com as burras cheias. Estamos sem emprego, sem aumento de salário. A beira do precipício. O que há com a gente? Porque vivemos de cabeça baixa se somos a maioria? Porque vivemos a disfarçar nossas pobrezas nossos medos e fraquezas? Cada um por si e o diabo faz a festa na floresta encantada dos Palácios, Câmaras e Senados. Governos passam e a desilusão continua a mesma. Não estamos no país das maravilhas, estamos na América Latina. A mesma América de salários arrochados, falta de emprego e uma grande maioria de pilantras nos governando. Eles estão lá, porque deixamos. Porque nos calamos com o sonho do poder? Eles não nos dão nada então meu povo!!! Vamos buscar o que é nosso! Tá na hora de tomarmos vergonha na cara e mudar este jogo ou acabar com o jogo. Para que servem os partidos? Só para ajudar os apadrinhados? Para que continuamos calados? se estamos sendo sufoca dos com uma economia cruel daqui a pouco estaremos nas ruas esfarrapados. Temos que mudar esta vergonha, este lixo chamado Brasil. Quando seremos realmente uma nação verdadeira? Tem gente morrendo de fome. Tem gente matando seus sonhos. Precisamos virar o jogo. Resistir a estes senhores hipócritas. Estarmos nas ruas. Criar cooperativas, buscar novas saídas. Levantemos a cabeça e marcharmos contra esta burrice nacional. Chega de abaixar a cabeça para estes homens covardes. Somos o povo e ponto final.
Joca Faria
WWW.CIDADEDASPALAVRAS.DIGITALVALE.COM.BR JOCAFARIA.ZIP.NET ARAUTOSURBANOS@YAHOOGRUPOS.COM.BR
Escrito por JOCA às 10h52
[]
[envie esta mensagem]
|
Separando o joio do trigo.
"De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver crescer as injustiças, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto". Assim falou Ruy Barbosa. Mas, como cobrar veracidade de alguém criado submisso à mídia? Principalmente à televisiva que “praticamente” induz os meninos a sonhar com os campos de futebol e as meninas com as passarelas. Que enaltece a “lei do gerson”, o consumo de drogas e a corrupção. Um mundo novelesco embalado pelos cantos religiosos acrescidos agora pelos rocks, heavy-metals e sertanejos com o tilintar das moedas ao fundo. Produzido e incentivado pela mídia amestrada infiltrada nas tvs, rádios e jornalões sob o título de entretenimento. Ao afogado, palito de fósforo é tábua de salvação, à plebe só resta: “nóis tem qui aprendê ingreis i saí do país si nóis quizé subi na vida.” Tudo isso sob as vistas dos severinos, renans, lulas, fhcs, sarneys-ribamares e outros “pais da pátria”. O que esperar desses governantes-samambaias que se apoderam do poder público apoiados pelas sereias internacionais? Será que no mundo deles não existem duzentos ou trezentos maltrapilhos disputando com os cães os sacos de lixo colocados, diariamente a partir das 16 horas, ao redor da Praça da República, em São Paulo? Ou desconhecem que mais de cem pessoas são assassinadas diariamente na mesma cidade? Para eles, certamente, os waldomiros, celsos daniels, georginas, ricardos teixeiras e os donos do Corinthians, são apenas figuras mitológicas e a “mão grande nacional” que está tomando até as míseras aposentadorias dos indígenas só pode ser coisa de paraguaios. Como nos livrar desse imbróglio centenário cujo cheiro já impregnou as novas gerações? Somente a paixão pela liberdade ecoada pelos verdadeiros jornalistas pode arrombar os grilhões que nos forjaram e nos livrar dos quengos de sempre. Chega de posar de vítimas. É chegada a hora do grito. Não “Do Fico”. Mas, do "Libertas quae sera tamen". Os denominados “jornalistas sem diploma” estão se organizando finalmente. Já criaram o Movimento Nacional em Defesa dos Jornalistas Sem Diploma, no dia 5 de março último, em Belo Horizonte, MG. Em razão da insatisfação dos profissionais pela discriminação que sofrem a partir de 1969 quando se recusaram a aceitar a condição de “jornalista profissional” imposta pelo governo militar. Está funcionamento o site do movimento na internet: www.jornalistassemdiploma.jex.com.br Em São Paulo, aceitei o convite dos jornalistas Gerson Siqueira (gs_jornalista@yahoo.com.br) e Haroldo Mendes (haroldomendes@ig.com.br) para participar do Movimento. Estão preocupados com o futuro já que: “O STF em breve dará sentença final sobre o assunto e poderá causar danos irreparáveis, se formos impedidos de exercer nossas atividades. Os jornalistas não-diplomados em Jornalismo não querem desrespeitar as leis, mas estão prontos a contestá-las sempre que ferirem as liberdades individuais. São contra o diploma, mas de maneira nenhuma contra o profissionalismo, a ética e a plena democracia. Sofreram as agruras causadas pela repressão, os maus tratos dos patrões e a sanha de cruéis ditadores. Passaram pelo "batismo de fogo", por isso têm crédito de sobra para lançarem esta empreitada. Não são um "exército de párias", como querem fazer parecer os ardorosos defensores do diploma. Muito pelo contrário. Defendem a separação do joio e do trigo, por entenderem que nada é mais nobre do que se exercer com dignidade a profissão.”
Ricardo Faria São José dos Campos, SP – ricardo@vejasaojose.com.br
Escrito por JOCA às 11h39
[]
[envie esta mensagem]
|
Mentira João Carlos Faria Estou perdido em mim mesmo.A loucura compõe se de segredos desejos e objetos a transformar. Desejo não desejar abster me do concreto sou primavera No inverno. Eu me calo diante de toda esta mentira que teimam em transformar em verdade. Desta falácia desta pirâmide de falsidade não idolatro Falsos deuses. Caminho sem direção um cego por caminhos claros, tropeço em minhas ambições. Morro a cada dia tentando sufocar meus instintos. Percorro caminhos que nunca me levarão a lugar nenhum. Sou rei das bananas e não das Bahamas. Nunca ti vi e não te verei, pois não existo sou uma ilusão uma projeção de meu ser. Quem sou não sei, nasço e morro e revivo em meus seres. Grito no túnel de uma estrada que se bifurca ali na frente, vôo solitário no Alto do Itapeva. Nado nú naquele lago.Solto do alto daquela cachoeira. Já não tenho mais explicações para nada, vivo tentando livrar me de meus instintos. Sei que não sou real o tempo e uma ilusão que percebo E não consigo me livrar. Tenho saudade de tempos que nunca existirão, quero. Ser um pássaro e voar por todo este Vale. Vejo lá embaixo o Rio Paraíba belo cruzo este riu Por varias pontes e estradas. Sou naufrago num deserto de sal.Sempre só sem ninguém a encontrar. Caminhos por Campos do Jordão sem ver ninguém na noite silenciosa. Não sei quem sou nem mesmo sei se existo, persigo me. Como uma sombra. Sou uma grande invenção de sua memória solitária. sou seu personagem não existo. Lembrança de tempos que não aconteceram.
Joca Faria
www.cidadedaspalavras.digitalvale.com.br jocafaria.zip.net arautosurbanos@yahoogrupos.com.br
Escrito por JOCA às 15h40
[]
[envie esta mensagem]
|
Alto da Mantiqueira
João Carlos Faria
Perderemos o caminho estradas cruzam se a distancia os Ratos infestam os bueiros, bandas de rock param de tocar. Tenho medo do elefante azul que esta a minha frente, Vejo-te nua depois da transa a vestir sua calcinha rosa volte para cama para nos amarmos mais. As pedras rolam aquele cara careta hoje dança samba No alto da Mantiqueira. Insetos vermelhos andam de pés juntos, desfilemos No carnaval dos vagabundos em pleno rio de janeiro. Juntam se pessoas solitárias à frente das fronteiras Imaginarias um pais e uma mentira coletiva somos humanos rompa se todas as fronteiras somos humanos. O sexo nos divide e nos unem façamos amor ate o fim de nossas vidas, não nascemos para trabalhar nascemos Para nos tornarmos deuses e nos transformamos em Ratos covardes quero arrancar minha roupa e desfilar nu no carnaval da Páscoa.Poetas e caretas Unem-se na Lapa, ela esta em todo lugar. Que vivam marginais e executivos se unam foda se todos Os sistemas na hora do coquetel somos todos iguais esfomeados a comer rapidamente um pedaço de comida. Ninguém e diferente ninguém ousa nada o novo não surge Pois somos covardes, libertemos e criemos a ousadia. Ninguém pode nos deter somos um só, só temos esta Vida.Que vida medíocre que levamos temos medo de tudo Vamos nos encontrar no alto da Mantiqueira e fazer amor por toda a madrugada na pedra do baú, vamos transar muito para alcançarmos as estrelas somos cometas caídos na terra voltemos ao espaço superemos Os medos caiam fora das religiões oficiais não precisamos de pátria nem nação criemos a verdadeira Democracia uma democracia radical se faz necessário somos latinos ,somos América precisamos aprender a Amar nosso próximo precisamos aprender a cooperar deixemos estes egoísmos e aprendemos o amor, vamos Fazer amor no alto da Mantiqueira vamos no sábado Desfilar no carnaval dos vagabundos a lapa e nossa O Rio de Janeiro e nosso sejamos felizes enquanto podemos, pois somos a semente dos deuses. Venha mulher façamos amor nas madrugadas da Mantiqueira.
Joca Faria
Escrito por JOCA às 11h15
[]
[envie esta mensagem]
|
Um açougue e um sonho
Dias deste, a procura eterna por um emprego. Quase voltei a um açougue, depois de mais de dez anos. Quando saí em noventa sonhava montar uma banda de rock. Mas, nunca consegui aprender a tocar. Hoje, faz tempo que não sei o que é um emprego normal. Nossa vida de sonhos é muito estranha. Vivo numa cidade industrial e nunca trabalhei numa fabrica. Já fui há muito tempo, agente cultural. Será que não sei fazer nada? Ou realmente não temos oportunidade? Já fui candidato a vereador e tive uns cinqüenta votos. Fiquei contente, pois tenho umas cinqüenta pessoas que acreditam em mim. Mas é difícil para todo mundo. Vivemos numa eterna crise. Mas, em nossa cidade foi barrado o aumento dos vereadores. Precisamos descobrir o valor da ética para construirmos um país de verdade. Mas sobre mim. E se alguém se interessa vivo em minhas leituras e ações praticas. Ontem eu e um amigo vimos uma ex-jogadora da seleção brasileira de futebol feminino atrás de um balcão de pastelaria, Como pode isso? Se fosse nos Estados Unidos ela estaria numa faculdade dando aula. Mas para nosso pas ela esta velha´. É um bagaço a ser jogado fora. O tempo passa. Daqui a cinco anos terei quarenta anos. E ai ? Precisamos mudar este pais de alguma maneira. Mas não com aquelas velhas utopias da esquerda radical. Precisamos de uma nova utopia. Um jeito de enxergar os problemas e descobrir novas soluções. Os partidos políticos estão se perdendo. Precisamos acreditar na força do coletivo. Somos uma sociedade. E se nos tornarmos menos individualistas. No mais termino aqui. Quem sabe podemos começar a acertar o caminho. Basta que realmente acreditemos em quem está a nossa volta.
Joca Faria
João Carlos Faria
Escrito por JOCA às 09h42
[]
[envie esta mensagem]
|
A ILHA DA FANTASIA ?
Quase morri um dia, pois quase vivemos. Que sentido faz tudo isso? Acabo de ler numa das listas de internet este tema. O que fazemos aqui neste planeta? Cada um de nós com suas necessidades, seus sonhos. Quase morri quando sai daqui. Vivo o presente, mas sendo canceriano tenho minhas ligações com o passado. Quase vivi na semana passada, Morrer deve ser meio estranho, talvez seja o acontecimento de nossas vidas. Alguém me falou de um provável encontro em minha cidade de esoteristas de todas as linhas. Como seria isso? Nós que pesquisamos o metafísico e nunca temos certezas das respostas. Como surgem amizades e amores virtuais? Talvez porque nos textos, nas idéias, sejamos nós mesmos. Como temos a noção de quem nos lê? Na internet há pessoas de todas as classes sociais e várias vivências. E uma ilha de indivíduos. Gente que nunca se conheceria sem o mundo on-line Que calor humano se erradia por estes teclados? Alguns para aparecerem, outros para aplacar a solidão E todos neste universo on-line. Buscamos tudo, ao acessar o mundo virtual Que mundo é este que criamos? Como pode? Interfere em tudo. Na economia, nas relações políticas, na artes. Em tudo, até nos amores. Quantas vidas se cruzam? Quantas guerras e amores geram. A internet é a grande possibilidade de nós, seres humanos nos conhecermos. Agora penso que pra que tudo isso, talvez para acharmos a felicidade, para descobrirmos quem realmente somos, quem sou e quem você é. Todo o resto e aqui também é vida. Vivamos o impossível. Chegaremos a nos mesmos neste labirinto de acasos que se chama internet? Lançamos garrafas ao mar ao universo digital. Que seja assim e o acaso nos faça descobrir a Felicidade, mesmo que seja na pessoa ao lado.
Joca Faria
Escrito por JOCA às 09h40
[]
[envie esta mensagem]
|
Delírio > > Um corpo, um desejo, > Delírio nú em meu quarto... > Segredos. > De minha alma, fantasias inconfessáveis.. > Toco-me. > Sinto-me em cada parte, cada átomo. > Não digo palavras. > Penso em poema só meus. > Meu corpo não me basta. > Quero corpos ao meu lado. > Meu suor, meu néctar sagrado, derramado. > O fêmea quero possuí-la por inteira em meus > delírios. > Será que realmente somos o que somos? > Realmente não sei quem sou, > como posso saber quem és? > Quem realmente comeu o fruto sagrado? > Queria estar lá presente e ver Adão vendo Eva nua. > Deve ter delirado. > Já a havia tido. Ela que todos temem. > Somos medo a esconder nossos desejos. > Adoro a solidão de meu quarto. > Queria compartilhar minhas fantasias com você, fêmea > insaciável. > Queria possuí-la, tocar-te, falar de amor. > Não mais como poetas românticos, mas de uma nova > maneira. > Desejo-te como me desejo. > Queria sair com meu espírito. > E contemplar meu corpo, meu sexo. > Deliro quando não há a nada a se fazer. > Que poesia nova podemos criar? Não sei. > Mas há a poesia. > A poesia de uma nova maneira de ver a unidade > masculino e feminino,. > Que surja uma nova mulher e um novo homem. > Um novo masculino. > Talvez no fundo sejamos andróginos. > Duas partes divididas. > Quero-te Eva. > Junte a mim, Adão. > Sou filho e pai. > Não sei quem sou em meus delírios. > Homem e mulher, desejo e paixão. > Venha mulher. > Completarei você e parte de mim. > E eu também sou você. > Voltemos a unidade. > > Joca Faria
Escrito por JOCA às 09h25
[]
[envie esta mensagem]
|
Literatura na Rede Grupo lança CD e coloca poema em site São José dos Campos O grupo poético "Arautos Urbanos", de São José dos Campos, lançou recentemente seu segundo CD "Cidade das Palavras", com poetas da cidade. Além de contar com 30 faixas de poemas e trilhas sonoras, a mais recente produção teve também seu lançamento na Internet.
Com o objetivo de disponibilizar o álbum para um maior número de pessoas o CD ganhou versão digital. Além da maior abrangência, o meio on-line proporciona aos poetas joseenses contato com a rede mundial.
Quem quiser ouvir as obras basta acessar www. cidadedaspalavras.digitalvale.com.br. No site, o visitante também terá contato com a exposição de fotos e de textos dos autores do CD.
O material contou com a produção de Marcelo Planchez e Joca Faria, making off de João Nicolau e trilhas sonoras de Bebeco Russo, Gabriel Russo e Gilvan Tadeu.
Alguns dos nomes que estão no CD são Ludmila Saharowsky, Daniela Peneluppi, Renato Ramoore, Marcela Puppio, Juracy Ribeiro, Braga Barros e José Moraes.
O primeiro CD lançado pelo grupo poético foi "República das Letras", em 2004. Mesmo com o segundo álbum recém-lançado, o grupo promete mais um material para o ano que vem, que terá como temática os contos infantis.
CD "Arautos Urbanos" - www.cidadedaspalavras.digitalvale.com.br Jornal Valeparaibano www.valeparaibano.com.br
Escrito por JOCA às 09h19
[]
[envie esta mensagem]
|
Mergulho
A Roberto Piva
Mergulho dentro de mim.
A buscar meu ser.
Sei que ainda não sou eu.
Navego em meu inconsciente.
Tentando descobrir me.
Volto quase afogado em pesadelos
Ainda NÃO DESCOBRI ainda não existo.
Sou mero pesadelo.
Uma ilusão imersa no absoluto.
Joca Faria
Escrito por JOCA às 11h20
[]
[envie esta mensagem]
|
Poesia de João Nicolau
O AMOR NASCE NA AUSENCIA DO SER... CRESCE NA FOTALEZA INTERIOR, ENVELHECE DENTRO DO HOMEM... MORRE E, RESSUSCITA NO VENTRE DE UMA MULHER
|
Escrito por JOCA às 10h51
[]
[envie esta mensagem]
|
|
Calango
Poesia de João Nicolau
|
O AMOR NASCE NA AUSENCIA DO SER... CRESCE NA FOTALEZA INTERIOR, ENVELHECE DENTRO DO HOMEM... MORRE E, RESSUSCITA NO VENTRE DE UMA MULHER
| |
| |
|
|
|
SEMPRE SOUBERAM TODAS AS COISAS HOJE NÃO CONSEGUEM COMPREENDER NADA SERÁ QUE ERA EQUIVOCO MEU... OU NÃO SABIAM DE NADA?
|
|
|
A VOZ NECESSITA VOAR COMO PARTICULAS DE SONHOS SONORAMENTE LIVRES.
|
|
| |
Escrito por JOCA às 10h43
[]
[envie esta mensagem]
|
Mulheres Percorro no vento os contornos que lembram molduras trabalhadas, oscila o retrato da Deusa de cabelos prateados, entre os olhos um rápido instante sem palavras que lembram qualquer coisa de flor . Penso em cada ponto, avanço um ponto. Leio e releio enquanto descubro as escrituras do tato que vão passando sobre meus dedos havidos e encontro no escuro o desejo infindável da criação. Pertence a mim realmente este vôo, sou a Vênus mulher, uma estrela, nenhuma mentira galáctica vai apagar minha luz . Não importa em que momento da inspiração fui criada por Deus, sei que sou parte deste barro, pertenço a este sistema vivido de intrínsecas possibilidades . Comigo carrego as dores dos homens, mas não ligo, as faço com prazer do dever cumprido. Não há palavras cruzadas, concordo com o universo de idéias, ações, sentimentos, desabafo, trabalho, querer. Não existe nenhuma virgula que aborreça, basta juntar as palavras com meu sexto sentido. Não me diga que o mundo lá fora me espera e que o tempo vai me conduzir à cidade sem sombras. Em verdade sou a silhueta anunciando a herança antiga, tudo que faz parte e acompanha, a criança, a mulher, a mãe, a fera endomada, sou artificie de todos os homens.
Marcelo planchez .
Escrito por JOCA às 10h30
[]
[envie esta mensagem]
|
Fundo de Cultura
Nossa cidade tem um grande potencial cultural, basta o incentivo de nosso poder público. Nossos produtores já estão aprendendo no terceiro setor, mas cabe à cidade ter uma política cultural definida e o fundo de cultura pode somar à experiência que já temos na Lei de Incentivo de Cultura, que já teve bons projetos culturais. Cabe agora o aperfeiçoamento com o fundo.
Este anteprojeto apresentado foi pesquisado de cidades
como Campinas, Curitiba e outras mais. Cabe agora um debate com o conselho da Fundação Cultural, Câmara, Poder Executivo, ONGs e produtores culturais para até um aperfeiçoamento deste anteprojeto.
A proposta foi feita e temos que debatermos para chegarmos a uma melhor proposta para nossa São José dos Campos com seus valentes artistas em busca de uma cultura que retrate nosso povo e caminhe também para novas vanguardas. Cabe a nós, cidadãos, o destino de nossa cidade. Vamos construir uma cidadania com arte, cultura e educação.
João Carlos Faria, São José dos Campos
Escrito por JOCA às 10h29
[]
[envie esta mensagem]
|
Tropeço
Caminho em tropeço sem nenhuma inspiração, Cabeça baicha sem lutar busco inspiraçao na poesia de Cristiane Neder uma poesia forte e pulsante , naufrago nesta internet sem nenhum rumo ,a angustia toma conta de meu ser, sem nenhuma vontade de lutar. Tento acreditar em alguma coisa o que me consola nestes dia e conhecer novas pessoas pois as velhas já não me dizem nada de novo. Tudo que leio e vejo no momento me desanima , mas não saltarei a ponte desta cidade poluída de homens que só pensam em si mesmo. Não me matarei pois a morte e um abismo inútil busco um sentido ,vou a livraria ler o livro da moda ,ver lindas mulheres . Masturbo me solitário na madrugada ,não vejo mais sentido na política nem novidades. Tudo e um mar de lama , jogam merdas a todo instante nos ventiladores a verdade e que já não a há mais homens públicos e sim um bando de larápios a roubar os cofres públicos. A esperança precisar nascer novamente ,pois para mim ela esta morta. Não há sentido em nada meu peito doe estou angustiado buscando saídas que não encontro. Por onde anda nossas Deusas e Deuses . Preciso de um pouco de fé. pois a minha desilusão já e grande. Tudo e uma grande ilusão ,vivemos em maya. Meus companheiros de guerrilha tomaram outros rumos estou a deriva neste mundo cão. Cada um por si e foda se o resto e assim a torta humanidade desce ao abismo. Somos uma nova sodoma e gomorra , desta vez não sobrará nenhuma alma. O inferno esta cheio e os céus choram . Precisamos renascer ,criar uma nova utopia ,descobrir a ética. Para sairmos desta lama desta merda que nos mesmo fizemos basta a este materialismo a este ter que nasça novamente das cinzas o ser.
Joca Faria ........................................................................
Escrito por JOCA às 11h21
[]
[envie esta mensagem]
|
Cristiane Neder
Pássaros do outono vermelho
Os pássaros são vermelhos são pretos por inteiro, seu colorido mágico e da cor do sol ao meio no final da tarde no Rio de Janeiro. Os pássaros do Outono Vermelho, são belos como as flores e nascem o ano inteiro. Vivem em bando como os russos no exército vermelho, seu revoado e quase como o zunir de um avião ao subir ao céu, eles levam os anjos pelas preces que carregam do chão. Os pássaros do Outono Vermelho são verdes e amarelos, são da cor que os imigra, e seus corações são da cor e do amor da bandeira estrangeira na nação desconhecida.
|
Escrito por JOCA às 12h27
[]
[envie esta mensagem]
|
O Fundo de Cultura do Município Celso Eustáquio de Avelar O poeta Carlos Drummond de Andrade nos ensina em seus poemas, agregados de valores distintos, que há entre nós um problema sério, ou melhor, uma pedra no meio do caminho. A pedra poderá, cada um, removê-la; o problema não dependerá somente da ação de uma das partes. São alegorias, o simbolismo do contraste entre meios e os fins, entre a aparelhagem da vida e a expressão de nossa evolução. Ao primeiro chamaremos civilização e o último de cultura. A civilização significa o mecanismo e a organização completa que constitui o legado do homem para controlar as condições de vida. A cultura, de outro lado, é a expressão de nossa natureza, nossos modos de viver e pensar em nosso cotidiano, no qual estão incluídos conhecimentos, crenças, artes, leis, ética e moral, costumes, literatura, religiões, e principalmente, recreação e divertimento, o domínio capaz de auferir os estilos dos estágios emocionais e intelectuais.
Um dos desafios da Administração Pública moderna e uma permanente preocupação do Agente Público é o padrão de política a ser alcançada em seu planejamento sócio-cultural, a partir do desenvolvimento a ser incentivado, sendo um dos principais aspectos que despontam no contexto atual, cuja importância de espaço, permitem o desempenho pleno artístico-cultural, inclusive, garantindo o estreitamento de relações das redes sociais de solidariedade. Devemos reconhecer, hoje, a importância de investir nos artistas e grupos culturais locais, quase sempre relegados num segundo plano nas políticas e planos de governos. Tendo, constantemente, a justificativa da falta de recursos para a área da cultura e considerando que as leis de incentivos à cultura não estão abertas aos produtores ou agentes de menor porte, isto na medida em que estes não possuem acesso às informações para elaborar seus projetos, em consonância com as referidas leis.
O Poder Público deve buscar formas alternativas de promover práticas culturais em locais não contempladas pela ação de grandes empresas. Aliás, as empresas, com raríssimas exceções, só atendem projetos de vulto, garantindo-lhes melhor alcance de benefícios fiscais, além de um bom retorno de propaganda. A Lei de Incentivo Fiscal da cidade é moderna, contudo, ineficaz quanto ao atendimento de pequenos projetos. Uma das possibilidades é a criação, por meio de lei ou da modificação da Lei de Incentivo Fiscal, de um Fundo Municipal de Cultura. Fomentar a produção cultural da cidade, dinamizar os movimentos de grupos e artistas, permitir a presença de público em diversos espetáculos ou para apreciação das artes, colocando à disposição da comunidade o usufruto das produções culturais como um bem público. O Fundo de Cultural Municipal deverá ser destinado ao apoio as pessoas físicas e jurídicas. As pessoas físicas comprovarão residência no município, estabelecendo um tempo mínimo de moradia e as pessoas jurídicas deverão estar comprometidas com o movimento cultural da cidade.
A principal novidade do Fundo é a destinação de um percentual, na qual sugerimos entre 20% a 25% da receita orçamentária da Fundação Cultural Cassiano Ricardo, portanto, já se sabe de onde buscar os recursos, sem criar novas despesas. Não há necessidade de desqualificar a Lei de Incentivo Fiscal, mas sim, acatar sua adaptação. Seria uma forma democrática de acesso aos incentivos da cultura, portanto, o financiamento deverá ser integral.
Os critérios de seleção e aprovação de projetos culturais devem ser o menos burocrático possível, para não perder sua necessária dinâmica. Deve-se realizar um edital de chamamento público, com regras que delimitam prazos e requisitos quanto à inscrição do projeto, para que os interessados, em particular, possam apresentar suas propostas. Estas subvenções não podem ter caráter de mecenato clientelista, não podem servir a interesses partidários, nem podem se converter em espécie de favores a grupos particulares.
A prestação de contas deverá ser feita atendendo as regras da Contabilidade Pública. Considerando, ainda, a grandiosidade dos projetos, poderá a Administração Pública, a exemplo de outros Fundos, permitir o parcelamento em subvenção mensais ou periódicas, para qual o projeto terá que ser executado. O valor máximo a ser repassado pelo Fundo atenderá critérios administrativos e técnicos, conforme estabelecido por um Conselho.
É necessário remover a pedra no meio do caminho. O problema não é tão sério...
Celso Eustáquio de Avelar é engenheiro civil e presidente da ADC/CTA em São José dos Campos
Escrito por JOCA às 14h51
[]
[envie esta mensagem]
|
[ ver mensagens anteriores ]
|
|
 |

|